#0110_ V4J
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Introdução.
O projecto "VIVER A DIVERS[C]IDADE" propõe criar um edifício de habitações para aluguer que recrie as valências de bairro. Viver num bairro é viver a identidade cultural. É viver a diversidade única de cada habitação, de cada árvore, de cada pessoa. Tudo é único e com características únicas. São as relações pessoais que fazem o bairro e estes, fazem a cidade. Este bairro é vertical, desenvolve-se na vertical, em quatro pisos. Estas características são replicadas no edifício. Todas as habitações são díspares entre si, tal como todas as habitações do bairro são diferentes. Pretende criar relações humanas permitindo ser atravessado em várias direcções da cidade. Os espaços interiores pretendem-se de vivência pública ou semi-pública. Ter as pessoas (Cordobences) a utilizar os espaços, a viver este edifício. Queremos criar um pátio central com bastante vegetação nos vários níveis, desde a cave até ao último piso onde se prevê a instalação de coberto vegetal com uma horta para os habitantes. Nesta procura da identidade do edifício desenhamos um edifício de habitação que fosse um micro cidade. Um bairro.

A habitação sustentável.
A temática da sustentabilidade no edifício é abordada em diferentes frentes. Se construtivamente se prevê a utilização de uma estrutura metálica, nos paramentos exteriores, pensamos na utilização de tijolos maciços (dispondo de uma enorme inércia térmica, mantendo-se mais frescos durante o dia e armazenando calor para ser libertado durante a noite). A pele perfurada da fachada funciona como filtro térmico da radiação solar em placas em alumínio, material reciclável infinitamente. Os isolamentos acústicos e térmicos em aglomerado de cortiça e lá de ovelha, produtos 100% naturais. A cobertura será ajardinada com benefícios térmicos e acústicos. Os espaços de estar públicos e privados nos vários pisos terão vegetação, permitindo arrefecer e optimizar a qualidade do ar do edifício. A utilização de materiais da região, reduzindo assim a pegada ecológica e fomentando a economia regional. A iluminação será 100% LED devido ao baixo consumo energético prevendo-se a redução em 80% comparativamente com a tradicional. A iluminação da cobertura será com lanternas solares de leds. Na cobertura serão colocados painéis fotovoltaicos para produção própria de energia e painéis solares para aquecimento de água de consumo e aquecimento através de piso radiante.
Os tectos falsos das áreas comuns serão forrados a painéis de madeira de carvalho, bem como os das áreas sociais dos apartamentos. Esta será certificada, proveniente de florestas com controlo de abate e reflorestação (com garantia de origem). O coberto vegetal por nós proposto, pretende numa atitude de reflorestação, repor as madeiras utilizadas durante a construção.
A criação de um reservatório no piso -1 para colecta das águas da chuva provenientes da cobertura para utilização pelo sistema de rega, sanitários e máquinas de lavar num circuito paralelo ao das águas da rede de distribuição pública. Existe um compartimento de lixos com separação de resíduos para recolha selectiva por parte da câmara.
Prever em projecto da especialidade, a criação de tomadas para carregamento de carros eléctricos quer na garagem, quer nos arredores do edifício/passeios. Paralelamente criar parque estacionamento interior e exterior para bicicletas e motos. De modo a fomentar a utilização de motos como meio de transporte individual (em detrimento do automóvel).

A habitação acessível.
Num edifício projectado sobre um grande vazio interior as preocupações passaram pela capacidade de adaptação dos espaços comuns. As áreas de circulação exteriores são amplas e sem barreiras arquitectónicas Estes, tem pavimento rugoso para fácil percepção e condução às várias direcções possíveis Os espaços interiores funcionam em open space, facilitando a sua mobilidade.

A habitação flexível
Enquanto indivíduos somos todos diferentes, como tal propomos soluções essencialmente diferentes entre si, o que permite satisfazer as necessidades de cada indivíduo. A criação de espaços com muita luz e a funcionar em open space para usufruto dos vários momentos de ocupação na casa, nas diversas fases do dia. Assim, todos os apartamentos são diferentes entre eles. Não são modulares. São flexíveis à vivência humana. A flexibilidade das tipologias, mais do que permitir "brincar" com o espaço permite "ocupar" sensorialmente o espaço com qualidade. Isto permite que os utentes escolham qual deles gostam mais. Com qual se afeiçoam mais. A escolha deve ser feita de forma apaixonada. Não pretendemos ter vários apartamentos dentro de um só. Queremos ter várias opções para o utente. Que seja possível escolher o apartamento à medida de cada um. A diversidade faz parte da vida humana. Os apartamentos dão-nos diversidade de escolha. Porque se vão ser alugados, têm que dar ao utente as sensações e emoções que um lar lhes dá.

A habitação inteligente.
Pretende-se controlar ou ter o controlo do edifício e das suas partes num compartimento ao nível do piso -1 onde se centralizará as acções de monitorização. Controlar através de sistemas de domótica, os gastos energéticos, qualidade do ar, aquecimento e arrefecimento será uma tarefa simples, tal como controle de incêndios, fumos, rega, etc.
Nas habitações os comandos serão tácteis, centralizados mas portáteis. Existirão células de controlo de movimento para accionar e desligar a iluminação e a água. A vivenda inteligente entende-se aquela que permite ter conforto e ganhos energéticos, numa perspectiva de optimização e controlo total do edifício.

Ficha técnica

Tipologia: Habitação.
Localização: Cordoba, Espanha.

Arquitectura: GRAU.ZERO

Dono de obra: Viviendas Municipales de Córdoba, S.A.
Projecto: Abr.011/ Mai.011.
Área de intervenção: 3533 m²

Grau Zero